sexta-feira, 25 de maio de 2012

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Hoje



Aprendi, que tudo sai do lugar
E que não há, nada
Que nos faça reavivar
A chama, de nossos padrões

Fora, de todos nossos sonhos
Vivos, sem corpos
Mantemos todas as promessas
Que nos fizemos...

E a chuva de ilusões
Nos transforma,
Nos filhos que, não tivémos

É o beijo, que não demos
Os abraços, que perdemos
As canções, que não cantamos...

E já não posso mais,
Hoje eu já não sou capaz
De controlar,
Todos os nossos impulsos

E esse medo,
Que nos faz recuar
Garante,
Toda essa nossa solidão...

É o preço, que pagamos
Por crescer demais...

É o beijo, que não demos
Os abraços, que perdemos
As canções, que não cantamos...

E hoje já, não posso mais...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Preço





A engrenagem que move a Terra
Manchada com o sangue de nosso pais
As linhas invisíveis que separam nossa razão
O bem, o mal, tomado em nossas mãos

O "S" do singular
Todas as contas à pagar
A fome que te chama pra jantar
E famílias destruídas
Com toda nossa concepção

O bruto, o líquido
Todas as bases de nossas variações
Descontos de nossas vidas
O design de nossa ambição

A produção em massa
De sonhos destruídos
(Outra casa vazia)
Riscos que não se quer correr
Industrializam nosso lazer
(Outra foma de poder)
Meu eu, sou mais ninguém
Sua taxa requer você
(Outra oferta de ideias)

E quando os valores forem trocados
Você será feliz com sua riqueza?
Você guardou lembramças
Ou apensa danos colaterias?

É a conocorrência de padrões
É o que sou (meu valor),
É o que você se deixar ser (seu preço)
É toda a grandeza de um pequeno bem-estar
É o choro de quem morreu por você...

A produção em massa
De sonhos destruídos
(Outra casa vazia)
Riscos que não se quer correr
Industrializam nosso lazer
(Outra foma de poder)
Meu eu, sou mais ninguém
Sua taxa requer você
(Outra oferta de ideias)

Nossos corações embrulhados em papel
Bebemos negociações
E cuspimos perdão...

"Lucros acentuados e relações vazias
Dois empregos, vários divórcios
E lares despedaçados..."

domingo, 27 de março de 2011

Sinuoso


Canei disso tudo e já,
Nada mais me importará...
E às vezes é melhor deixar pra lá,
Não é fácil (eu sei) mas deve funcionar...

Os sonhos somem
E não há nada que façamos
Para poder parar
O que nos consome
É o medo de tentar...

O que seguimos
Pode nos ferir e fazer correr,
O risco de nunca entender

Canei disso tudo e já,
Nada mais me importará...
E às vezes é melhor deixar pra lá,
Não é fácil (eu sei) mas deve funcionar...

Se nossas vidas...
Pudessem se encontrar,
Em seu tempo e em seu lugar...

Nada disso, faria sentido
E o corpo já não deve suportar
Tantas marcas,
Escoriações que insistem em não cicatrizar...

E agora é não deixar...
Correr o risco e se encontrar...

Canei disso tudo e já,
Nada mais me importará...
E às vezes é melhor deixar pra lá,
Não é fácil (eu sei) mas deve funcionar...

terça-feira, 15 de março de 2011

Vidas Em Planos


Se estar aqui e sentir
É ter que sofrer para algo além
E partir, assim que nos for pedido
Estarei em paz, bem comigo

Afetos rejeitados,
Descrença em todos a nossa volta
Uma mar de desconfiança
Um suspiro, à porta, sinal de fé, uma dança

Jogado as traças
Rompido por jogos e trapaças
Uma guerra sob os mantos,
Somos recheados de esperança

Na escuridão tudo nos confunde
Somos cegos a ponto de nos perder...

Tudo se renova
A alma desperta
E os sonhos crescem como grama
Sentimos o frio e os pingos da chuva
Acreditamos e tudo faz sentido
Não nos perdemos mais em nossos conflitos
Nasce com a fome a vontade de se encontrar...

E com um novo dia, a vontade de viver
A dor some e com as cinzas recriamos
Nossas vidas em planos...