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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Moinhos de Vento (Segundo Dom Quixote)


Qual é a tempestade que vem vindo
Será sua ilusão ou algo real então?
Medo de morrer, medo de viver
Qual é sua alucinação?

Por cima de lençois
Vemos de outro jeito
Nos vendemos por tão pouco
Tudo será fogo!

E quando o Sol nascer
Nos deixando cegos
Voltar atrás, reviver
Pra aumentar seu ego

Por cima de lençois
Vemos de outro jeito
Nos vendemos por tão pouco
Tudo será fogo!

E a escada que insiste em não acabar
Cansando nossas mentes
O céu, que nunca consegue enxergar

Quando a brisa dos ventos soprar
Onde você estará?
No alto das montanhas
Vejo a chuva cair (posso lembrar)

Por cima de lençois
Vemos de outro jeito
Nos vendemos por tão pouco
Tudo será fogo!

"Das tardes de escuridão, entre moinhos e fantasmas"



essa aí, eu tocava com a minha banda...

pra quem quiser conhecer, é só clicar aqui

Marginal


Saiu no jornal e agora vai pegar
Menino de doze anos morto por roubar
Filho de executivo se negou a ajudar
Lhe chamou de favelado, disse para ir trabalhar
Garoto com fome e sem poder estudar
Sem credibilidade nessa porra de sociedade
Em um surto de loucura decidiu se vingar
Pegou sua carteira e o seu celular
Policia correu atrás até lhe pegar
Abusou da autoridade, deu fim a história
Na mídia mais um anuncio: "Marginal Pagou"
O fato é que ninguém vê o verdadeiro marginal
De terno e gravata lá no Distrito Federal


(como eu gosto de chamar..."punk arroz e feijão" saca? hahahaha)

Correndo Por Fora


Dedicando todo este tempo
Fazendo o que nos julgavam certos
Procurando encontrar
Um caminho ou um lugar

Ouvindo conselhos de quem não
Conhece a realidade
Nos apontando o dedo
Por estar onde estamos

As mesmas pessoas e os mesmos mundos
Que me denunciam
São os mesmos que não estendem a mão

E eu posso perceber
Que nem todos têm o mesmo caminho
Nem todos devem se encontrar
Nos mesmos lugares
Temos aqueles que seguem o mundo
E aqueles que vivem a correr...
Por fora!

Não é ser infantil ou "vagabundo"
É apenas ter opinião
E quere ser (fazer) o que achar certo
O que melhor nos cabe, o que nos faz feliz

Hoje estou aqui
Ciente que não sou o errado
Sigo a minha vida
Correndo por fora

Positivo E Verdadeiro


Nos excesso da vida
Encontrei o meu lugar
Positivo e verdadeiro
Ninguém vai me derrubar

Juntando forças
Para longe poder chegar
Lutando para logo as coisas
Poderem melhorar

Minha família nunca vou abandonar
Se no chão eu estiver
Nela vou me apoiar
Sei que às vezes parece difícil
Mas a vida nunca foi um sonho
Pedras no caminho sempre vamos encontrar

Nada mais de lágrimas
Para nos desanimar
Uma forte amizade
Sempre vamos encontrar
Positivo e verdadeiro
Ninguém vai me derrubar

Luto pelo que acredito
Confio no que me é digno
Nada pode me fazer parar
Até o fim, essa é minha opinião
Minha família nunca vou abandonar
Sei que às vezes parece difícil
Mas a vida nunca foi um sonho
Pedras no caminho sempre vamos encontrar
Não podemos nos deixar levar
Positivo e verdadeiro
Ninguém vai me derrubar

Falsos Ideais


Não esperava ver, sua contradição

Se vendendo por tão pouco

Descendo ao chão

Jogando histórias, só da boca pra fora

Falando de amizade, como se fosse um irmão

Deixou todo seu egoísmo, lhe engolir

Entrando na moda

Querendo enriquecer

Depois de todo este tempo

Traindo um sonho igual, ao meu

Vivendo de falsas ilusões

Buscando liberdade, com dinheiro na mão

Felicidade provisória, correndo no sangue

Sua falta de convicção

Destruiu a realidade

Não posso mais contar com vocês

Me deixaram de lado

Por uma idéia diferente, uma opinião inconveniente

Não venha mais me dizer como ser, ou o que fazer

Suas falsas idéias, lhe tiraram a razão

Amigo ou inimigo?

Não me deixam outra opção

Seguir com a vida, sem olhar pra trás

Não importa o que irá dizer

Você se rendeu a essa escravidão